
ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS
Vovô, como é internacionalmente conhecido, é fundador, idealizador e criador da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, juntamente com Apolônio de Jesus, já falecido.
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Vovô
fez os estudos primário e ginasial na Escola Parque, depois fez os cursos de
Patologia Clínica e o de Engenharia Eletromecânica.
Antes de se dedicar, exclusivamente, ao trabalho de presidir e
administrar o Ilê Aiyê e sua Banda, foi comerciário e operador da CEMAN e da
COBAFE, no Pólo Petroquímico da Bahia, de 1976 a 1981. |
Apolônio de Jesus In Memorian |
Inúmeras são as contribuições de Vovô para o resgate e a afirmação da cultura de origem africana no Brasil. Produziu os quatro discos do Ilê Aiyê. Foi Coordenador do Carnaval da Liberdade de 1989 a 1992. Coordenou o Carnaval de Salvador, em 1996. É produtor de artistas nacionais e estrangeiros nos eventos do Ilê Aiyê. Foi membro da Comissão Organizadora da vinda de Nelson Mandela ao Brasil. |
Foi membro da
Comitiva Oficial de Intercâmbio Cultural Bahia-Benin.
Consultor para a criação
de blocos afros no Rio de Janeiro, Maranhão e São Paulo.
É responsável pelo Projeto de Extensão Pedagógica e pela Escola
Profissionalizante do Ilê Aiyê. Atualmente, é membro do Grupo de Trabalho
Interministerial para Valorização da População Negra, em Brasília e membro
da Coordenação do Fórum Intermunicipal de Cultura, entre outras contribuições.
Com
um trabalho voltado, exclusivamente, para a conscientização da população
negra de seus direitos civis e fazendo isso através de manifestações político-culturais
como o Bloco Afro Ilê Aiyê, a Band’Aiyê, a Escola Mãe Hilda, o Projeto de
Extensão Pedagógica, a Banda Erê, a Escola Profissionalizante e outras, Vovô
tem acumulado prêmios e reconhecimentos no Brasil e no Exterior.
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São de Vovô essas frases: |
“O Ilê Aiyê é, hoje, o único bloco realmente afro da Bahia. Nós
temos orgulho de ser negro. Apenas com este orgulho poderemos modificar
esta “pior” que nos deixaram.” ·
“O Ilê continua com a sua filosofia: é um bloco da Liberdade /
Curuzu, uma comunidade cuja maioria é negra. Toda vez que você consegue
se manter nessa selva que é a Bahia, é tachado de racista.” ·
“Na
Liberdade, o pessoal diz: “Nada da Liberdade vai pra frente, tudo o que
sobe, desce”. Com isso, ele quer dizer que tudo de negro não vai pra
frente. E quando você consegue segurar por 22 anos uma entidade como o Ilê
- de negro, para o negro -
provando que essa afirmação é mentirosa, é racista, aí você
incomoda.” |
CINQÜENTENÁRIO DE VOVÔ
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